Saúde pública volta a sofrer críticas na Câmara de Pirapora

A demanda reprimida de exames laboratoriais, nos PSFs de Pirapora, foi alvo de críticas de pelo menos três vereadores nesta semana. Alex César, por exemplo, subiu à tribuna para denunciar que “apenas no PSF do bairro Nova Pirapora 420 pacientes estão na fila de espera para fazer esses exames, o que acaba criando uma demanda reprimida que prejudica muita gente”, afirmou.

Foto: Arquivo  

João Maurício, o Maurisim, também usou a tribuna para alertar que essa demanda não atendida com exames laboratoriais pode causar transtornos e prejuízos para os usuários, lembrando que esses exames servem principalmente para diagnosticar precocemente eventuais doenças. 

“A maior consequência é que tudo isso pode atrasar o tratamento dos pacientes, causando transtornos e preocupação entre os usuários dos serviços públicos de saúde”. O vereador Dema Alecrim também abordou o tema, lamentando que “esses dados divulgados pelo vereador Alex César apenas confirmam que a saúde pública em Pirapora também está doente há muito tempo”. 

Lamentou que recursos existem, mas o Executivo “não está apresentando capacidade para administrar as verbas públicas”. Dema Alecrim exemplificou com a iluminação pública: “Tem verbas para trocar lâmpadas nos bairros, mas a Prefeitura não cumpre os contratos e não paga as empresas, aí o serviço não é prestado adequadamente, tem que esperar nova licitação para escolher outra empresa, temos em Pirapora uma prefeita caloteira, que tem prejudicado bastante a cidade”.

Dema Alecrim destacou também que a taxa de mortalidade infantil está crescendo em Pirapora. Citou que participou de reunião recente do Conselho Municipal de Saúde, quando obteve a informação oficial de que, em 2018, “foram registrados 12 óbitos infantis, deixando 12 famílias chorando a morte de seus filhos”.

Da sua parte, o vereador Alex César destacou que, aplicando a demanda reprimida no PSF do bairro Nova Pirapora como média no restante dos PSFs, constata-se que “teremos algo em torno de 5 mil pessoas na fila de atendimento, prejudicadas pela falta de uma gestão eficiente do Executivo”. O vereador disse não tem como explicar a falta de exames importantes na saúde, ao mesmo tempo em que a Prefeitura gasta R$ 350 mil para fazer festa de réveillon e mais de R$ 750 mil para realizar Micareta.

ASCOM 

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