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Núcleo do Hospital Universitário revela aumento de vítimas de escorpiões e reforça alerta sobre cuidados em tempos de pandemia

10/06/2020

/ by UPira
Número entre janeiro e maio é maior em relação ao mesmo período do ano passado; com dois óbitos de crianças da região


Os números divulgados nesta semana pelo Núcleo de Vigilância Epidemiológica em Ambiente Hospitalar (Nuveh), do Hospital Universitário Clemente de Faria (HUCF), reforçam por si só a preocupação e a necessidade de prevenção aos ataques de animais peçonhentos. Nos cinco primeiros meses de 2020, a unidade já atendeu 1.184 casos de picadas de escorpião, caso mais comum registrado pelo HUCF e que corresponde a 80% do total de vítimas neste tipo de acidente. Infelizmente, dois dos pacientes não resistiram e faleceram.

“A atenção com crianças e idosos deve ser redobrada neste período de pandemia da COVID-19, em todos os aspectos. E, neste sentido, reforçamos também o pedido para que se tenha cuidados e evitem os riscos de acidentes com animais peçonhentos”, alerta o médico pediatra Carlos Lopo, da equipe do HUCF. 

Fatais

Entre janeiro e maio de 2019, o Nuveh registrou 1.173 picadas de escorpião, 1% a menos em relação a este ano, contra 1.060 em 2018, no mesmo período. Sobre os casos fatais, neste ano, até a primeira semana de junho, dois falecimentos por causa de escorpiões: um menino de 7 anos, natural de Janaúba, e uma criança de 4 anos, do distrito de Bentópolis de Minas, município de Ubaí (Norte de Minas). No histórico recente, um óbito em 2018 (criança de seis anos) e três óbitos em 2019 (crianças de 3, 10 e 12 anos).

“Apesar de ainda não estarmos no período que combina altas temperaturas com chuvas, não devemos esquecer que os animais peçonhentos estão soltos e vivem mais próximos do que imaginamos. A prevenção deve existir a todo o momento. As medidas antecipadas aos animais peçonhentos, assim como os cuidados preventivos que estamos vivenciando com a gripe, é sempre a ação mais tranquila e aceitável de se evitar uma internação grave ou o risco de morte”, pontuou o médico. 

Mais números 

Como citado acima, as picadas de escorpiões foram responsáveis por 80,38% (1.184) das notificações de atendimento no Hospital da Unimontes entre 1º de janeiro e 31 de maio deste ano. Considerando o histórico de casos com os demais animais peçonhentos, o total geral chega a 1.473 vítimas em 2020: ataques de serpentes (96), de insetos desconhecidos (56), aranha (23), lagarta (24), abelha (16) e de marimbondo (7). O boletim considera, ainda, outros ataques, como mordedura de cães (62), de gatos (2), de morcego (1) e rato (1) e, ainda, acidente com primata/macaco (1).

Em todo o ano de 2019, o Núcleo do HUCF teve 3.146 notificações: escorpiões (2.833), picadas de serpentes (121), insetos desconhecidos (86), aranha (45), marimbondo (17), lagarta (16), abelha (24), mordida de morcego (3) e lacraia (1). No ano anterior, foram 2.908 notificações, com a maioria de vítimas de picadas de escorpião (2.833). 

Sobre os escorpiões

Escorpiões são aracnídeos como as aranhas e alguns realmente oferecem riscos seríssimos. Existem aproximadamente duas mil espécies de escorpiões no mundo e, no Brasil, há cerca de 100 delas. O gênero Tityus é o que causa mais mortes, em especial o Tityus serrulatus: o escorpião-amarelo. Suas populações eram naturais do Norte de Minas, em uma área bem restrita, onde existiam machos e fêmeas. Hoje, a espécie foi introduzida em grande parte do Brasil e se reproduz por partenogênese. Isto é, não precisam de machos para gerar filhotes.

O escorpião é visto, hoje, como um problema de saúde pública, se adaptaram bem aos meios urbanos: cemitérios, esgotos e em locais de despejo de entulho e madeira.


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