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Dia Nacional do Cerrado: A importância do bioma e um alerta para sua preservação

15/09/2020

/ by UPira
Por Max Rocha

O Brasil alcança mais um 11 de setembro, data nacional dedicada ao Cerrado. Entre repetidas promessas de um modelo de desenvolvimento sustentável, essa região estratégica para o futuro do país tem sua vegetação nativa diariamente consumida, pelo desmatamento e as queimadas.


O Cerrado sofre  com a ampla margem legal para desflorestamento (80% das propriedades rurais), extração ilegal de madeira e de carvão, avanço desregrado da agropecuária, da monocultuta, da urbanização e da geração de energia.

Apesar das agressões impostas ao longo de cinco décadas, a “caixa d'água do Brasil” ainda abastece grandes aqüíferos e 8 bacias hidrográficas. Associando essa riqueza à tecnologia, 40% do Cerrado estão ocupados pela agropecuária. 

Já perdeu metade da vegetação original e o restante está muito fragmentado. Complicando o futuro dessa região bela e inspiradora de culturas ímpares, menos de 3% do Cerrado estão protegidos de fato. 



O Brasil precisa equilibrar de vez a balança entre produção e conservação, construindo um caminho mais seguro para um futuro de incertezas climáticas, com a necessidade mundial de produzir alimentos e commodities.

Biodiversidade oculta

Embora muitas vezes menosprezado,  o Cerrado é considerado um "hotspot" mundial - pois abriga grande diversidade biológica e espécies endêmicas, ou seja, espécies exclusivas deste bioma: 40% da flora do cerrado e 50% das abelhas são espécies endêmicas. 

As estimativas apontam que na paisagem cerradeira existam mais de 6 mil espécies de árvores, 800 de aves, cerca de 200 espécies de mamíferos, 180 espécies de répteis, 150 espécies de anfíbios, cerca de 1200 espécies de peixes e mais de 14 mil espécies de insetos.



É a savana de maior diversidade de espécies do planeta: Concentra cerca de 5% da biodiversidade mundial e 30% da biodiversidade brasileira. Cerca de 1/5 das espécies nativas e endêmicas não ocorrem em áreas protegidas e pelo menos 137 espécies da fauna estão ameaçadas de extinção.

O Dia Nacional do Cerrado foi instituído pelo decreto de 2003. Ocupava originalmente uma área de 2 milhões de km² espalhada em 11 estados, o que correspondia a 25 % do território brasileiro, sendo o 2° maior bioma do país - superado apenas pela Amazônia.

Indígenas, ribeirinhos e quilombolas

As pautas políticas e sociais do cerrado são cruciais para pensar um modelo de desenvolvimento justo e sustentável. Populações sobrevivem de seus recursos naturais, incluindo indígenas, quilombolas, geraizeiros, ribeirinhos, babaçueiras e vazanteiros que detêm um conhecimento tradicional de sua biodiversidade.

A proteção da vegetação e suas comunidades interfere na economia, segurança alimentar e nutricional, distribuição de água, na riqueza cultural e ambiental de Minas Gerais e do Brasil. Além disso, ele é fundamental para o equilíbrio climático do planeta. 



Como se vê, são inúmeros os motivos para recuperar e manter o Cerrado vivo. Cuidar desse bioma também mantém vivo o Rio São Francisco e todo o ecossistema, ressalta a ong WWF Brasil e a Campanha "Vire Carranca para defender o Velho Chico".


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