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Após 3 meses, obra de reforma do Benjamim Guimarães segue a todo vapor

09/02/2021

/ by UPira

Por Max Rocha 

O Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (IEPHA) segue acompanhando a reforma e restauração do Vapor Benjamim Guimarães, no porto de Pirapora. Desde novembro as obras são executadas pela empresa INC Indústria Naval Catarinense. Por determinação da Capitania dos Portos, o vapor teve suas atividades interrompidas em 2015.

Fotos e vídeos: Ivan Rodrigues

A embarcação originária dos EUA (com 108 anos de existência), patrimônio histórico e cultural tombado pelo Estado em 1985, atrativo turístico do Vale do Rio São Francisco, é um dos últimos exemplares no mundo que ainda mantém o sistema original de propulsão a caldeira, vapor e roda-popa. São 60 cavalos de potência alimentada por combustão a lenha.


Serão investidos R$ 3,7 milhões - somando recursos do Ministério do Turismo, Governo de Minas e IEPHA, contando com apoio do IPHAN. O convênio foi assinado em 2019 e tem vigência até junho de 2022. A duração da obra está prevista para ocorrer dentro do prazo de 6 a 9 meses, ou seja, no mais tardar até o mês de outubro. 

O legendário vapor foi retirado do rio em 08/11 e colocado na doca para o trabalho de restauro. O nível baixo das águas dificultou a operação e o casco sofreu uma cisão. O dano foi motivo de repercussão e questionamentos entre a imprensa e a opinião pública. Sem cargas, o vapor pesa 243,4 toneladas. Possui 43,85 metros de comprimento e 7,96 metros de largura.

O último símbolo de uma era

A obra de recuperação total do Benjamim Guimarães é um marco não só para a região Norte de Minas, mas para o Brasil. A história da embarcação é relacionada diretamente com a era da navegação comercial no Rio São Francisco (durante décadas no século XX), uma referência fundamental na paisagem do rio, na memória cultural coletiva.


Uma conquista para o Governo de Minas, o IEPHA e a comunidade piraporense, que há muito reivindicaca essa ação conjunta para viabilizar a obra, em plano período de pandemia, quarentena, distanciamento social e outras restrições. Mais um desafio para ser superado, ao longo de 2021, até recolocar o vapor em condições seguras de navegação no “Velho Chico”. 

Além da recuperação, substituição e reforço de todo o casco (determinante para sua volta à navegação), ampla reforma do telégrafo, das máquinas alternativas de propulsão e estruturas em madeira - pisos, divisórias, esquadrias e escadas; nova pintura, iluminação, instalações elétricas, hidrossanitárias, de prevenção, combate a incêndio e pânico. 

Novo impulso ao turismo regional

Mesmo enfrentando os rigores e mudanças no tempo, uma equipe com 20 funcionários trabalha na reforma geral, praticamente reconstruindo o casco do vapor. Nos bastidores, fica a expectativa de Pirapora receber o Governador Romeu Zema e o Presidente Jair Bolsonaro para o grande evento inaugural no fim do ano.


A embarcação foi construída em 1913 pelo estaleiro James Rees & Sons, nos EUA, e navegou no Rio Amazonas, antes de ser trazida para o Rio São Francisco, em 1920. Tem capacidade de 140 tripulantes e passageiros. O sistema de propulsão (roda de pás) pode atingir 6,5 nós de velocidade. O Vapor permaneceu 5 anos interditado, ancorado e sofrendo com o sucateamento.


O vapor, parado, rende um prejuízo mensal de R$ 105 mil e uma perda anual de R$ 5 milhões. Assim, nos últimos anos, R$ 25 milhões deixaram de girar na economia local. O retorno do Benjamim promete dar novo impulso ao turismo em Pirapora e no "Velho Chico". Essa é a expectativa do Prefeito Alex César Costa e da Empresa municipal de turismo/EMUTUR.













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