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Artesãos utilizam cada vez mais a internet para aumentar as vendas

23/03/2021

/ by UPira

Especialista do Sebrae Minas dá dicas de como melhorar a divulgação e as vendas on-line

Por  Cida Santana

Fotos: Divulgação 

As feiras de artesanato eram a grande oportunidade para os artesãos do Norte de Minas mostrarem seus produtos e conquistarem clientes de várias partes do Brasil. Mas a nova realidade imposta pela pandemia impediu viagens e participações em eventos. Assim, as redes sociais vêm sendo a saída para quem trabalha com artesanato na região. 

De acordo com uma pesquisa feita pelo Sebrae em parceria com a Fundação Getúlio Vargas, em novembro de 2020, mais de 90% dos artesãos brasileiros utilizaram o Whatsapp como estratégia de venda, maior índice de usuários entre os segmentos pesquisados. 

O estudo também mostrou que o artesanato aparece em segundo lugar quando o tema é uso de meios digitais (redes sociais, internet, aplicativos etc) na hora da venda. No penúltimo mês do ano, 83% dos artesãos já usavam esses recursos, perdendo apenas para as empresas da moda (84%). 

Atualmente, a produção do grupo Capitania das Fibras, de Capitão Enéas, é quase toda vendida pela internet. Além de atender pedidos de pessoas físicas de várias partes do país, as peças são vendidas também para lojas especializadas, como a Craft Design, de São Paulo. O grupo produz peças de fibra de bananeira e frutas em madeira. 


Milena Mascarenhas de Oliveira faz a gestão das vendas e divulga as peças do grupo nas redes sociais.  Ela conta que o apoio do Sebrae foi fundamental para que eles tivessem condições de atender pelo meio digital. “Em 2019, a expedição Trip to Origin, realizada pelo Sebrae Minas, possibilitou que lojistas de outros estados conhecessem nossos produtos, o que nos deu muita visibilidade. A partir daí, intensificamos as vendas pelas redes sociais, que agora representam quase 100%”, ressalta. 

Lucinéia de Souza Barbosa, da marca Mãos que Criam, produz bonecas e quadros de cerâmicas em Taiobeiras. Graças às redes sociais, vende para várias partes do Brasil, com destaque para a loja Paiol, de São Paulo.  “Eu produzo, fotografo e posto nas minhas páginas no Instagram e no Facebook. A internet vem sendo nossa salvação em tempos de pandemia”, conta Lucinéia. 

A artesã destaca ainda que outro fato importante é integrar o Catálogo Digital de Artesanato de Minas Gerais, uma produção do Sebrae Minas que conta com 212 peças utilitárias e decorativas feitas por 150 artesãos de 70 municípios mineiros. A publicação mostra a originalidade e qualidade do artesanato produzido no estado.

Dicas para impulsionar as vendas on-line

Para não errar nas vendas pela internet, o consultor o Sebrae Minas Mateus Martins traz algumas dicas fundamentais:

Adequação ao momento – Os clientes estão mais em casa e, com isso, querem deixar o ambiente bonito e decorado. Essa pode ser uma oportunidade para focar em artigos exclusivos.

Posicionamento nas redes sociais - Abuse de vídeos e conte sua história. Isso agrega valor e mostra a identidade dos produtos.

Qualidade das imagens - É importante publicar boas fotos, que mostrem cada detalhe das peças. Existem muitos aplicativos que ajudam na edição e trazem mais qualidade às imagens. Uma boa estratégia é firmar parceria com fotógrafos profissionais.

Investimento no delivery -  O isolamento trouxe comodidade aos clientes, que se acostumaram a receber produtos em casa.  Crie estratégias para enviar os produtos de maneira ágil e segura.

Pagamentos digitais - Cada vez mais a relação com o dinheiro vem mudando. Ofereça opções digitais para que os clientes possam concluir a compra.

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