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Camaleão Grupo de Dança cria espetáculo que vai flutuar pelo Rio das Velhas

13/09/2021

/ by UPira

 Redação

O corpo é como um rio, feito de água. Quando dança, o corpo faz muita água se movimentar. Pensar na relação entre o corpo humano e a água, na importância desse elemento para manter a vida e traduzir isso usando os movimentos da dança é conectar arte e natureza. Quando se pensa em um rio importante e fundamental para a sobrevivência de um número grande de pessoas em Minas Gerais, é inevitável lembrar do Rio das Velhas.

Fotos: Léo Boi - TantoExpresso 

Suas águas e a Bacia hidrográfica se transformaram em inspiração para entrar, literalmente, em cena, no Projeto “Veias Abertas de Minas Gerais”, criação do Camaleão Grupo de Dança. Tudo começou em 2017 com a visita dos bailarinos do grupo à sede do Comitê da Bacia hidrográfica (CBH) do Rio das Velhas, em Belo Horizonte. Foi o início da parceria. A equipe de mobilização do Comitê e o Projeto Manuelzão realizaram várias trocas de ideias para tirar do papel o sonho de colocar um espetáculo desenhado para acontecer dentro do Rio das Velhas.

Foi então que nasceu o projeto “Veias Abertas de Minas Gerais”. A parceria envolveu aulas sobre a situação da região, a geografia, um estudo de quais seriam os principais pontos para realizar o projeto e a importância das águas. Em novembro de 2017, o Camaleão fez a sua 1ª Expedição ao Baixo Rio das Velhas, trabalho de campo que integrou parte da pesquisa que resultou na criação de um espetáculo para ser apresentado às comunidades ribeirinhas, dentro de uma balsa no rio.


A pesquisa levou diretores e bailarinos até as comunidades de Barra do Guaicuí, Porteiras, Buriti das Mulatas e às cidades de Várzea da Palma e Lassance para conhecerem os moradores e artistas locais. “Todo o processo nos influenciou muito, principalmente conhecer as pessoas que moram nesses locais, cada uma com a sua história, música, vivências e tradições passadas de geração em geração. Fomos muito bem recebidos”, conta Marjorie Ann Quast, Diretora geral do grupo Camaleão.

Apresentações dentro do rio, em palco flutuante

Com olhar de quem tem intimidade e experiência de anos com a região, o Geógrafo e ex-mobilizador social do CBH Rio das Velhas, Élio Domingos, está na produção do espetáculo e acompanhou o trabalho de campo do Camaleão no território. “Essas visitas foram importantes para estar no rio e averiguar as possibilidades para a realização do espetáculo. Do ponto de vista artístico e humano, o contato com as folias do Bolô (Lassance), folia de Guaicuí e com a Dança de São Gonçalo (Barra do Guaicuí) foi fundamental para a inspiração do grupo”, diz Élio.


Mais do que ser inspirado pelo contato com as comunidades do Baixo Rio das Velhas, o Camaleão Grupo de Dança pretende retribuir tudo que foi absorvido dando visibilidade e mostrando a beleza, as possibilidades e a realidade da região. “Nossa dança traz uma linguagem mais contemporânea, portanto as referências e os elementos coreográficos não são tão literais”, conta Luciana Lanza, uma das bailarinas do grupo.

Essa vivência trouxe algumas nuances para a construção de 2 trabalhos: o vídeo e o espetáculo na balsa, instrumentos que vão fazer perpetuar a história do Velhas, a história das comunidades locais e ressignificar a relação dos moradores com o próprio rio”, explica o Bailarino e coreógrafo do grupo, Pedro Jorge Garcia da Silva. Ele dirigiu A videodança gravada em novembro de 2020, na famosa ‘Igreja de Pedras’ de Barra do Guaicuí.


O espetáculo ‘Veias Abertas de Minas Gerais’ pretende fazer sua estreia em 2021. A apresentação dentro do Rio das Velhas, em um palco flutuante, deverá acontecer no distrito de Barra do Guaicuí, próximo à Igreja histórica; em Várzea da Palma, próximo à Ponte do rio; e em Lassance, nas proximidades das corredeiras da Escaramuça.



Fonte: Revista Velhas - Comitê da Bacia hidrográfica/CBH do Rio das Velhas

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