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Jovens são menos de 7% dos empreendedores no Brasil e os que mais lutam contra o desemprego

08/11/2021

/ by UPira
Incentivo ao empreendedorismo pode reduzir falta de renda dos brasileiros que possuem entre 18 e 24 anos

Por Cida Santana

Os jovens são os que mais têm dificuldades de conseguir uma fonte renda no Brasil, seja por meio da obtenção de um emprego ou pelo empreendedorismo. De acordo com o estudo Empreendedorismo Jovem no Brasil, realizado pelo Sebrae com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC) do IBGE, no segundo trimestre de 2021, apenas 6,8% dos empreendedores brasileiros eram jovens entre 18 e 24 anos, o que corresponde a aproximadamente 1,9 milhão de pessoas.

 A pesquisa revela também que vem ocorrendo uma queda da participação dos jovens no empreendedorismo nos últimos cinco anos. Em 2016, eles correspondiam a 7,2% dos empreendedores brasileiros e no auge da pandemia do coronavírus a participação deles caiu para 5,8%, o menor patamar do período. “No segundo trimestre de 2020 o Brasil perdeu cerca de 464 mil empreendedores jovens, mas com a melhoria de cenário, após um ano, cerca de 446 mil pessoas desse grupo entraram ou retornaram a essa atividade”, observa o presidente do Sebrae, Carlos Melles.

Além da baixa participação dos jovens no empreendedorismo, eles também são os que mais sofrem com a falta de emprego. Entre os brasileiros dessa faixa etária, a taxa de desemprego, historicamente, é duas a três vezes superior à média do país e na pandemia superou a marca dos 31%. “A falta de experiência e capacitação são dois fatores que influenciam fortemente esse resultado, seja porque isso dificulta a obtenção de um emprego ou porque eles não foram preparados para investir em um negócio próprio”, observa o presidente do Sebrae.

 Melles destaca que esse levantamento realizado pelo Sebrae revela a necessidade de implementação da Educação Empreendedora nas escolas e a criação de políticas públicas que incentivem e apoiem os jovens para serem donos de seus próprios negócios. “Sabemos que a educação empreendedora pode melhorar muito esses indicadores e, por isso, temos trabalhado em parcerias com o Ministério da Educação, governos estaduais e municipais e entidades ligadas à educação”, ressalta.

 O estudo detectou ainda que os donos de negócios com até 24 anos são os menos formalizados. Enquanto nas outras faixas etárias a formalização gira em torno de 30% a 35%, entre os jovens apenas 16% têm CNPJ. Eles também são os que menos contribuem para a Previdência Social: 17%. Além disso, entre aqueles com até 24 anos, é maior a proporção dos que ganham menor rendimento: 66% têm renda de até um salário mínimo, percentual 14 pontos acima dos empreendedores com mais de 65 anos, que são os que apresentam o maior rendimento.

Outros dados da pesquisa:

 

•          38% estão no Sudeste, 28% no Nordeste, 14% no Sul, 12% no Centro-Oeste e 8% no Norte

•          Entre aqueles com até 24 anos, verifica-se que 35% são mulheres,

•          São os que têm maior proporção de ensino médio, resultado que vem crescendo nas últimas duas décadas. Entre aqueles com até 24 anos, 49% têm nível médio.

•          No grupo com até 24 anos, verifica-se a maior proporção de pessoas que se auto classificam como negras (59%)

•          São os que menos empregam. Apenas 5% têm um funcionário

•          São os que têm a menor proporção de “chefes de domicílio”: 20% e a maior como “filhos”: 56%

•          46% estão em serviços, 22% comércio, 14% na construção, 12% na agropecuária e 6% na indústria

 Exemplo de sucesso em Montes Claros

 Um exemplo de jovem empreendedor em Montes Claros é Thiulliety Castro Miranda, de 25 anos, que completou o curso técnico em Administração pelo Núcleo de Empreendedorismo Juvenil (EFG/NEJ) do Sebrae, em 2019, e, em meio a pandemia, abriu o Groomer Pet. A jovem empreendedora conta que a ideia do negócio existia desde a época do curso e, depois de muito planejamento e pesquisa de mercado, acabou abrindo o negócio mesmo com a pandemia

 “Foi um baque muito grande, porque a gente planejou tudo e, quando definimos a abertura, veio a pandemia. Fiquei confusa e com receio de dar sequência, pois mesmo que o setor pet não precisasse fechar, certamente teria algum impacto. Procurei orientação no Sebrae para saber o que eles achavam, se devia abrir ou esperar. Fui orientada a não desistir, o que me deu mais segurança para seguir com a estratégia. Criei coragem, abri a loja e estamos trabalhando. Em momentos de crise também surgem oportunidades ”, conta a jovem.

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