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Buteco do Max: Os 301 anos de Minas e de sua cozinha recheada de influências

22/02/2022

/ by UPira
Coluna Buteco do Max

por Max Rocha 

Desde o século XVIII a gastronomia mineira se diversificou, ganhou identidade própria e simplicidade regional

Fotos: Divulgação/SECULT

​Em 2 de dezembro de 2021, a comemoração dos 301 anos de Minas Gerais foi do jeito que o mineiro tanto gosta: valorizando a mesa farta. Assim, como a história do estado, sua cultura e raízes, a cozinha mineira atravessou 3 séculos, gerações e fronteiras, e segue conquistando todos os que passam por nossos fogões e que se sentam à beira de nossas mesas.

O ciclo do ouro é um elemento fundamental ao contarmos a história do estado, e com a comida não seria diferente. A exploração nas Minas Gerais trouxe muitos imigrantes, o que começou a fomentar a economia e expandiu os processos de povoamento no estado. Esse processo de ocupação começou a transformar o estado, passando de uma colônia de exploração a uma capitania, onde as pessoas começaram a estabelecer residência.


A partir daí surge a necessidade de se fomentar o comércio e, por conseqüência, apareceram as primeiras hospedarias, tabernas, armazéns tipo secos e molhados, oferecendo o toque de ingredientes e sabores locais. De norte a sul do estado, a gastronomia mineira se diversificou, ganhou identidade própria, especialmente marcada pela simplicidade que a acompanha desde o seu princípio, no século XVIII.

Essa simplicidade é uma característica herdada das tribos indígenas que aqui habitavam. É daí também que vem o costume de usar, na comida, ingredientes a base de milho e vegetais, explicou o Marketólogo e Turismólogo, Luís Carneiro. A influência portuguesa também é marcante na comida mineira. Isso porque por aqui começaram a surgir adaptações das receitas que já eram feitas na Europa, mas com ingredientes típicos das Minas.


Os temperos e especiarias são frutos da influência africana na nossa gastronomia, e o que seriam de nossos pratos sem os mais diversos temperos né? Outro ponto que não pode ser deixado de lado ao se falar de gastronomia mineira é a influência das andanças na comida, o feijão tropeiro e a galinhada por exemplo, nasceram nas viagens entre as estradas de terra, como destaca a Secretaria de Estado da Cultura e Turismo/SECULT.

Essas e outras receitas tradicionais carregam outra característica expressiva dos pratos mineiros, a sustância, afinal é sempre bom equilibrar sabor e nutrição né? De norte a sul, de leste a oeste, seja nas Serras da Mantiqueira e do Espinhaço, no cerrado e no sertão norte-mineiro, nas pastagens do Triângulo Mineiro, às margens dos rios e nos ribeirões, a cozinha mineira (re)conta a história e as particularidades do estado.


Uma história de muito sabor e muita afetividade, que continuará a ser perpetuada onde for, como sinônimo de hospitalidade, receptividade e veia criativa. Capaz de fazer o mundo se render aos nossos sabores, Minas oferece verdadeiras experiências gastronômicas em um único prato. Parabéns a cada mineiro, cada cidade, comércio e cozinheira que contribui para perpetuar os sabores da gastronomia mineira.

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