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Coluna: A moda, globalização e cultura pop brindam o patinho amarelo

24/03/2022

/ by UPira

 Coluna Buteco do Max

por Max Rocha

“Seja pelo visual, manifestos e significados, beba e coloque o pato pra nadar”



Os drinks e coquetéis servidos com um simpático patinho amarelo, de borracha, passaram a fazer o maior sucesso no mundo da moda, life style, happy hour e na cena multimídia. Sucesso e curiosidade tanto pelo visual quanto pela fofura do bichinho, “nadando” no topo das taças e dos copos, entre o gelo e os ingredientes. 

A proposta, sempre, é “drinkar”, “bebemorar” e colocar o pato pra nadar. Porém, entre grupos de jornalistas, pesquisadores, simbologistas e até teóricos da conspiração, o patinho amarelo é muito mais que elemento estético e um ícone de confraternização universal, ele é o ‘mascote’ de uma rede internacional de protestos.


O artista holandês Florentijn Hofman é o criador dos patos de borracha (flutuantes e gigantes), colocados em portos e rios, ao redor do mundo, como uma mensagem de boa vontade entre os homens e as nações. Sua criação também virou brinquedos e souvenirs. Mas em 1947 o pato foi patenteado pelo escultor americano Peter Ganine para fins ativistas e políticos.

Décadas depois, a partir de 2016 o pato de borracha se tornou um improvável ícone de protesto em vários países, por diversas razões, esclarece a Bloomberg. Em sérvio, a gíria "patka" (pato) também significa "fraude". "Chega de pagar o pato", passaram a resmungam os contribuintes brasileiros. Aqui, "pagar o pato" é ‘pagar pelos erros dos outros’.


O pato simboliza algo ainda mais sério para os chineses: a liberdade. Por isso, patos amarelos gigantes flutuam nos portos de Hong Kong e Formosa (Taiwan). Os protestos contra a corrupção sérvia, a desigualdade russa, a carga tributária brasileira e a censura chinesa tem, em comum, a lógica associativa que leva os manifestantes a escolher seus mascotes.

Eles precisam de símbolos simples para materializar suas queixas, reivindicações e unir as pessoas em torno de causas ou movimentos que não podem ser explicados simplesmente em uma frase. Então, adotam imagens cativantes e de fácil identificação entre personalidades famosas, como a Influencer Juliana Santos.


Longe do discurso geopolítico, o Big Jacuzzi (drink do patinho), produzido pela empresa gaúcha Le Mule e comercializado pela Nudeck Pirapora, conquista fãs, apreciadores e consumidores pelo visual e o mix de vodka e morango, com toques de gengibre, hortelã e hibisco, um combinado de refrescância e diversão.


Seja pelo visual, estilo e sabor; em nome da liberdade e do manifesto; contra a desigualdade e o excesso de impostos, o Buteco do Max brinda a cultura pop, a globalização e a nova ordem mundial, com drinks e coquetéis ao estilo do simpático patinho amarelo de borracha. Viva o pato - duck, eend, patka, 鸭 (Yā) e Утка (utka) !



*  O conteúdo publicado é de inteira responsabilidade de seu autor e não reflete a opinião do site.

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