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Coluna: Eleições 2022 “Fulano rouba, mas faz”

20/06/2022

/ by UPira

Vale a reflexão, porque quem criminaliza a política é o político ladrão...

Por Max Rocha

Fotos: Divulgação Internet 

O famoso bordão “rouba, mas faz” faz parte do folclore político do Brasil desde os anos 1950. Os cabos eleitorais do político Adhemar de Barros utilizavam a frase para amenizar as acusações contra o candidato. Apesar de ter surgido em tempos passados, a frase ainda aparece no atual cotidiano político do país.

E essa frase não é comum apenas do lado dos candidatos que querem neutralizar seus erros e “podres”. Muitos eleitores também soltam o bordão para proteger algum político corrupto de estimação. “Passam pano”, no linguajar popular. A corrupção no Brasil é um problema sério, que agravou seus sintomas ao longo dos tempos e se tornou uma epidemia descontrolada.

O papel do povo e dos eleitores é escolher quem será eleito ou não, impedindo que os corruptos sigam sobrevivendo, se fortalecendo e se reproduzindo (como uma praga, um câncer) na política e nos governos. Graças a “Lei da Ficha Limpa”, muitos corruptos de ficha policial e judicial corrida, foram e estão sendo impedidos de se candidatar.

Por outro lado, diversos escândalos, prisões e condenações desses políticos continuam sendo amenizados ou relativizados por alguns setores da mídia e pelos ‘currais eleitorais’ - que tentam, a todo custo, “blindar” quem é ‘ficha suja’. Por isso, é importante se manter bem informado, checar fontes, currículos e pesquisar antes de decidir o voto.

“Se não fizer, não rouba”

“Mas cuidado, fazer por fazer também não resolve os problemas da população. Um das formas mais comuns para desviar recursos públicos é, justamente, fazendo. Obras faraônicas, asfaltos ‘meia-boca’, distribuição de cestas básicas, grandes festas e shows musicais também são “ralos” para desvios e superfaturamentos”, afirmam os cientistas políticos.

A lógica inversa seria: “Se não fizer, não rouba”. Mas, como o país não pode parar e o povo não pode ficar sem as políticas públicas, então a solução é mudar a cultura da política e do povo. Nenhuma obra ou benfeitoria ameniza os desvios de dinheiro público para contas bancárias de políticos, assessores, familiares, “laranjas” e apaniguados.

Importante

'Todo político é bandido, e o que não for bandido, é suspeito'; “Nem todo político é ladrão, mas todo ladrão é político”. O mito popular que todo politico é corrupto é uma estratégia para inibir, coibir ou dificultar que pessoas bem intencionadas (que querem dar sua contribuição) entrem na política, forçando-as a repensar: ‘Não vou entrar nisso não, para manchar meu nome questionarem minha integridade. Vou ficar longe disso”.

“Fulano rouba, mas faz, e em 2022 vai investir em fakes news para limpar sua barra”. O ano eleitoral promete. Oremos!


* O conteúdo publicado é de inteira responsabilidade de seu autor e não reflete a opinião do site.

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