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Arte: A cultura típica de Pirapora traduzida em pincéis e cores ribeirinhas

27/09/2021

/ by UPira

Releituras do Artista plástico Fábio Silva dão novos traços e identidade à 'geografia humana' piraporense e sanfranciscana

Por Max Rocha 

O ofício de lavar roupa à beira do rio e o colorido das peças nas pedras, ao sol quente, é um cenário de encher os olhos à beira das águas do ‘Velho Chico’. A paisagem emblemática em Pirapora é emoldurada pelo céu azul tropical e pela Ponte histórica ‘Marechal Hermes da Fonseca’. 

Foi este mosaico de referências visuais, geográficas, culturais e o sentimento de pertencimento que inspirou o Artista plástico Fábio Silva a pintar seu mais novo trabalho. O quadro de Fábio retrata as lavadeiras e as lembranças de suas mães e avós cantando ‘modas’, enquanto ficavam no batente e ainda cuidavam dos filhos mais novos.


A tradição ainda é resguardada por um pequeno grupo de ribeirinhas do Rio São Francisco. Sobreviventes incansáveis, elas ainda acordam cedo, com o raiar do “sol forte do Chico”, e partem com as roupas para a beira do rio. Quase todo santo dia. Antigamente, as lavadeiras passavam pelas ruas da cidade carregando o filho menor no colo, vestidas com saias de retalhos coloridos e equilibrando pesadas trouxas de roupas na cabeça. As ladainhas entoadas pelas lavadeiras de antigamente ficaram nos livros. Agora, as canções modernas ganham voz na boca dessas ribeirinhas guerreiras.

Painéis temáticos pela cidade

Elas mantêm viva a tradição de bater a roupa nas pedras para retirar o excesso de sabão, água e sujeira. Depois da lavagem primitiva, espalham as roupas na beira do rio. Amaciantes, alvejantes e sabão com dupla ação (perfumado) são artigos de luxo. O segredo para ter roupas sempre branquinhas é secar ao sol e muita água. Um, dois, três enxágues. Pronto para ‘quarar’. Muitas lavadeiras escolheram essa profissão. A “roupa de ganho” (quando se cobra pelo trabalho) ainda é o sustento das famílias mais pobres. Ao fundo, a Ponte histórica Marechal Hermes, que em 2022 completará 100 anos de existência.


Além dos seus quadros, Fábio Silva atendeu ao convite da Empresa Municipal de Turismo (EMUTUR) e pintou 2 painéis temáticos. Um no muro externo do Centro de Convenções, homenageando os “artesãos carranqueiros”, e outro no Mercado municipal - desenhando e pintando as “lavadeiras do Velho Chico”, no melhor estilo arte de rua. Nascido em Manga-MG, Fábio fincou raízes em Pirapora. Juntamente com a produção cultural, se dedica profissionalmente à arte visual de propagadas em fachadas e comércios, desenhos decorativos e letreiros comerciais, com as mais variadas técnicas. 





Contatos pelo fone/zap (38) 98861-3952

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